No último dia 18 de dezembro encerramos as atividades do “Música de POA” para o ano de 2008. O concerto apresentado nesta data foi realizado no Museu da UFRGS e integrado à programação do Música no Museu, este um evento realizado pelo Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que se localiza no campus central da universidade.
O programa do concerto, que a princípio seria com temática livre, acabou por repetir as temáticas do nosso segundo concerto, música eletroacústica e improviso. O programa iniciou com um improviso do duo HoffParú, duo formado por Nanã Parú Quintela Pombo e Nativo Hoffmann Filho, ambos violonistas; após este número foi a vez do duo Fritzen+Darisbo, formado por mim (ao sintetizador) e por Guilherme Darisbo (executando guitarra com delay). Depois destas duas improvisações o programa seguiu com três obras eletroacústicas: “Estrada patagônica”, de Marcelo Villena, “Música Eletroacústica I”, de minha autoria, e “Alquimías asociadas”, de Germán Gras. Todas as obras foram estreadas no concerto.
Com esse concerto fechamos a edição de 2008 do “Música de POA”. Contudo, em 2009 continuaremos nossa programação, buscando aprimorar cada vez mais a realização dos concertos.
Alexandre Fritzen da Rocha (membro da comissão de organização do Música de POA)
Porto Alegre, 19 de janeiro de 2009.
domingo, 18 de janeiro de 2009
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Mostra de Música Contemporânea - 2ª edição
MOSTRA DE MÚSICA CONTEMPORÂNEA – 2ª EDIÇÃO
Na noite passada foi realizada, na Sala Luís Cosme da Casa de Cultura Mário Quintana, a 2ª edição da Mostra de Música Contemporânea em Porto Alegre, evento este organizado e idealizado por Cuca Medina, que contou com o apoio da equipe organizadora do Música de POA – Abel Roland, Alexandre Fritzen da Rocha, Felipe Faraco, Jakson Kreuz e Marcelo Villena.
No programa foram apresentadas as peças “Peça para violino, voz, piano e percussão” de Daniela Faria, com Mariana Krewer no violino, Cuca Medina como mezzo-soprano, Felipe K. Adami ao piano, Diego Silveira na percussão e regência de Abel Roland; a peça para piano “Inércia”, do compositor Jakson Kreuz, interpretada por Luís Fernando Rayo; a peça “Nyx”, do compositor Lauro Pecktor, interpretada por mim ao piano; a peça “Passacaglia” do compositor Otavio de Assis Brasil, também para piano, interpretada por Fernando Rauber Gonçalves; e para encerrar o programa a improvisação “Improvisação Espacial”, com Cuca Medina (mezzo-soprano) e Marcelo Villena (barítono).
Todas as peças apresentaram estéticas variadas, enriquecendo o programa. O repertório todo foi composto por peças inéditas, e todas as obras forma de compositores do meio musical porto-alegrense.
Espero que possamos prestigiar novas edições deste evento, e que estas obtenham o sucesso que foi observado na edição da noite passada.
Alexandre Fritzen da Rocha (membro da comissão de organização do Música de POA)
Porto Alegre, 11/12/2008.
Na noite passada foi realizada, na Sala Luís Cosme da Casa de Cultura Mário Quintana, a 2ª edição da Mostra de Música Contemporânea em Porto Alegre, evento este organizado e idealizado por Cuca Medina, que contou com o apoio da equipe organizadora do Música de POA – Abel Roland, Alexandre Fritzen da Rocha, Felipe Faraco, Jakson Kreuz e Marcelo Villena.
No programa foram apresentadas as peças “Peça para violino, voz, piano e percussão” de Daniela Faria, com Mariana Krewer no violino, Cuca Medina como mezzo-soprano, Felipe K. Adami ao piano, Diego Silveira na percussão e regência de Abel Roland; a peça para piano “Inércia”, do compositor Jakson Kreuz, interpretada por Luís Fernando Rayo; a peça “Nyx”, do compositor Lauro Pecktor, interpretada por mim ao piano; a peça “Passacaglia” do compositor Otavio de Assis Brasil, também para piano, interpretada por Fernando Rauber Gonçalves; e para encerrar o programa a improvisação “Improvisação Espacial”, com Cuca Medina (mezzo-soprano) e Marcelo Villena (barítono).
Todas as peças apresentaram estéticas variadas, enriquecendo o programa. O repertório todo foi composto por peças inéditas, e todas as obras forma de compositores do meio musical porto-alegrense.
Espero que possamos prestigiar novas edições deste evento, e que estas obtenham o sucesso que foi observado na edição da noite passada.
Alexandre Fritzen da Rocha (membro da comissão de organização do Música de POA)
Porto Alegre, 11/12/2008.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Música de POA 2008 - 4° edição
Ontem foi a 4° edição do música de POA 2008. A temática da vez foi Imagem+Performance. Duas temáticas muito pouco contempladas nos concertos de música erudita e desafiadoras para os criadores.
Tivemos 5 obras apresentadas.
Para começar foram escolhidos os vídeos "Cat Man Do" e “Cat Let Me In", duas animações de Simon Tofield da Tandem Films com trilha sonora de Rodrigo Meine. Rodrigo apelidou o trabalho de "orquestração virtual". Emprega bancos digitais de samples (registros) de sons reais de instrumentos, de maneira que algum desavisado pode supor que ele teve que pagar uma nota para a orquestra. A orquestração deu um colorido diferenciado para o humor fino dos vídeos.
A segunda peça foi "Estudo sobre o escuro" de Ricardo Eizirik e Swami Silva. Uma criação conjunta. Swami é artista plástica e Ricardo compositor. Esperáva-se que a música fosse do Ricardo e o vídeo da Swami mas eles criaram tudo em parceria. Além desse fato raro conferimos uma integração bem resolvida, os músicos foram "regidos" pelas imagens do vídeo. Ricardo tocou percussão, Thales Silva flauta e Jefferson Colling violino.
Depois foi a vez da minha leitura musical dos poemas de Joelson Ramos: "Elegias Prozac + Anna". Os textos falam com certa ironia sobre a depressão. A música é composta para dois violões (sendo que um deles é afinado 1/4 de tom abaixo do normal). Os poemas que inspiraram a música podem ser declamados na hora ou escritos no programa para o público imaginar sua própria versão. Ontem eu fiz o papel de declamador. Os violões foram os do afinadíssimo dúo Nanã Pombo e Nativo Antônio Hoffmann.
Nativo voltou pro palco para interpretar a peça "Deselegâncias" de Felipe Faraco, que conta com a participação do "virador de páginas" Alexandre Fritzen da Rocha...pelo que eu sei, as bananas comidas no fim da peça não causaram nenhuma indigestão...
E o encerramento ficou por conta da Cuca Medina e o "Baú de Lenora", peça que combina as duas temáticas da noite. Nas palavras da Cuca: "Devaneios de uma cafetina morta, que habita tempo e local desconhecidos." A peça conta com a colaboração no processo de criação cênica de Melissa Dornelles e Patrícia Unyl. O vídeo foi feito por Cuca e Melissa Dornelles. Musicalmente nos deparamos com os diálogos dos dois lados de Cuca: a erudita e a popular. Alguém pode pensar que quando falo de popular falo do acordeón after-punk. Não. Falo da gestualidade vocal que me enche de saudades das referências musicais que compartilhamos.
Quem foi ontem à noite no Auditório Antônio Barbosa Lessa levou uma brisa de diversidade e poesia.
Marcelo Villena - membro da comissão organizadora
Tivemos 5 obras apresentadas.
Para começar foram escolhidos os vídeos "Cat Man Do" e “Cat Let Me In", duas animações de Simon Tofield da Tandem Films com trilha sonora de Rodrigo Meine. Rodrigo apelidou o trabalho de "orquestração virtual". Emprega bancos digitais de samples (registros) de sons reais de instrumentos, de maneira que algum desavisado pode supor que ele teve que pagar uma nota para a orquestra. A orquestração deu um colorido diferenciado para o humor fino dos vídeos.
A segunda peça foi "Estudo sobre o escuro" de Ricardo Eizirik e Swami Silva. Uma criação conjunta. Swami é artista plástica e Ricardo compositor. Esperáva-se que a música fosse do Ricardo e o vídeo da Swami mas eles criaram tudo em parceria. Além desse fato raro conferimos uma integração bem resolvida, os músicos foram "regidos" pelas imagens do vídeo. Ricardo tocou percussão, Thales Silva flauta e Jefferson Colling violino.
Depois foi a vez da minha leitura musical dos poemas de Joelson Ramos: "Elegias Prozac + Anna". Os textos falam com certa ironia sobre a depressão. A música é composta para dois violões (sendo que um deles é afinado 1/4 de tom abaixo do normal). Os poemas que inspiraram a música podem ser declamados na hora ou escritos no programa para o público imaginar sua própria versão. Ontem eu fiz o papel de declamador. Os violões foram os do afinadíssimo dúo Nanã Pombo e Nativo Antônio Hoffmann.
Nativo voltou pro palco para interpretar a peça "Deselegâncias" de Felipe Faraco, que conta com a participação do "virador de páginas" Alexandre Fritzen da Rocha...pelo que eu sei, as bananas comidas no fim da peça não causaram nenhuma indigestão...
E o encerramento ficou por conta da Cuca Medina e o "Baú de Lenora", peça que combina as duas temáticas da noite. Nas palavras da Cuca: "Devaneios de uma cafetina morta, que habita tempo e local desconhecidos." A peça conta com a colaboração no processo de criação cênica de Melissa Dornelles e Patrícia Unyl. O vídeo foi feito por Cuca e Melissa Dornelles. Musicalmente nos deparamos com os diálogos dos dois lados de Cuca: a erudita e a popular. Alguém pode pensar que quando falo de popular falo do acordeón after-punk. Não. Falo da gestualidade vocal que me enche de saudades das referências musicais que compartilhamos.
Quem foi ontem à noite no Auditório Antônio Barbosa Lessa levou uma brisa de diversidade e poesia.
Marcelo Villena - membro da comissão organizadora
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
V Contemporâneo-RS
Com grande participação do público encerra-se mais uma vez o Festival Contemporâneo-RS, evento anual que completou cinco anos de existência. Com obras de mais de 50 compositores e a participação de mais de 60 intérpretes e duas orquestras (Orquestra de Câmara da ULBRA e Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro), o evento realizou dez concertos em três semanas, sempre contando com a participação efetiva do público. Organizado pelo compositor Januibe Tejera e sua equipe, formada por Abel Roland, Daniel Moreira, Felipe Faraco, Gilberto Ribeiro Jr. e Ricardo Eizrick, o V Festival Contemporâneo-RS provou que há espaços e público para acolher a música erudita contemporânea, mostrando que o que realmente está faltando é o apoio do município, estado e nação para realizarmos nossa música.
Alexandre Fritzen da Rocha (membro da comissão de organização do Música de POA)
Porto Alegre, 22/11/2008.
Alexandre Fritzen da Rocha (membro da comissão de organização do Música de POA)
Porto Alegre, 22/11/2008.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Música de POA - Ano 2 - 3ª Edição
Música de POA – Ano 2 – 3ª edição
Com satisfação apresentamos na noite passada, 22 de outubro de 2008, a terceira edição do Música de POA 2008. O programa, composto por cinco peças, foi marcado pela multiplicidade estética. Com as temáticas música para voz e música de câmara, foram apresentadas as composições “Cantiga de Rede” de Marcelo Villena, “Ressonâncias” de Cuca Medina, “Vítima Habitual” de Felipe Faraco, “Homenagem à Lígia” de Rogério Tavares Constante, e “La Fé Del Durazno (A Fé do Pêssego)” de Germán Gras. O recital contou com a presença dos intérpretes Elisier Palhano Leme (clarinete), Pedro Ferreira Sperb (violão), Thales Silva (flauta), Lucas Alves (regência), além dos compositores-intérpretes Cuca Medina (voz: mezzo-soprano) e Marcelo Villena (voz: baixo). Também tive a oportunidade de participar como intérprete desta edição, executando três das peças apresentadas.
Uma platéia de aproximadamente trinta pessoas na noite passada pôde acompanhar mais uma edição de um projeto que a cada nova apresentação vem crescendo e tornando-se referência no meio musical erudito contemporâneo da cidade de Porto Alegre, o Música de POA. Foi possível conferir duas estréias, e mais três peças, formando um programa de cinco composições com estéticas bastante distintas. Foram estreadas as peças “Cantiga de Rede”, uma canção para voz e piano composta por Marcelo Villena, e interpretada pelo próprio compositor (voz: baixo) e por mim ao piano; e a peça “La Fé del Durazno (A Fé do Pêssego)” do argentino, mestrando em composição da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Germán Gras, interpretada por Cuca Medina (voz: mezzo-soprano), Elisier Palhano Leme (clarinete), Thales Silva (flauta), por mim (piano) e regida por Lucas Alves. Também foram apresentadas as peças “Ressonâncias” de Cuca Medina, para voz, utilizando ressonâncias do piano, interpretada pela própria compositora; “Vítima Habitual” de Felipe Faraco, peça para piano e performance cênica, interpretada por mim ao piano; e a peça “Homenagem à Lígia” de Rogério Tavares Constante, composição para violão solo, interpretada pelo violonista Pedro Ferreira Sperb.
O evento foi filmado pela TV UFRGS e teve cobertura do programa Estação Cultura da emissora TVE.
Esta edição do Música de POA mostrou algo que observamos há anos no meio musical de Porto Alegre, mas que parece estar tendendo a uma mudança lenta e gradual: a pouca quantidade de intérpretes que executam música contemporânea e principalmente, música contemporânea do Rio Grande do Sul, e mais especificamente de Porto Alegre. O que acontece muitas vezes, é que os próprios compositores acabam tendo que executar as suas próprias peças, ou outros compositores executam peças de compositores amigos seus. Este concerto mostrou bem esta realidade, pois eu mesmo executei três das peças apresentadas na noite passada, sendo que, a princípio, ainda executaria uma quarta peça que acabou não sendo interpretada por falta de outros intérpretes. Contudo, acredito que esta realidade esteja sendo modificada no nosso cenário musical e o Música de POA está sendo um veículo eficaz para amenizar esta lacuna que observamos na música feita em nosso estado e em nossa cidade.
Alexandre Fritzen da Rocha (membro da comissão de organização do Música de POA)
Porto Alegre, 23/10/2008.
Com satisfação apresentamos na noite passada, 22 de outubro de 2008, a terceira edição do Música de POA 2008. O programa, composto por cinco peças, foi marcado pela multiplicidade estética. Com as temáticas música para voz e música de câmara, foram apresentadas as composições “Cantiga de Rede” de Marcelo Villena, “Ressonâncias” de Cuca Medina, “Vítima Habitual” de Felipe Faraco, “Homenagem à Lígia” de Rogério Tavares Constante, e “La Fé Del Durazno (A Fé do Pêssego)” de Germán Gras. O recital contou com a presença dos intérpretes Elisier Palhano Leme (clarinete), Pedro Ferreira Sperb (violão), Thales Silva (flauta), Lucas Alves (regência), além dos compositores-intérpretes Cuca Medina (voz: mezzo-soprano) e Marcelo Villena (voz: baixo). Também tive a oportunidade de participar como intérprete desta edição, executando três das peças apresentadas.
Uma platéia de aproximadamente trinta pessoas na noite passada pôde acompanhar mais uma edição de um projeto que a cada nova apresentação vem crescendo e tornando-se referência no meio musical erudito contemporâneo da cidade de Porto Alegre, o Música de POA. Foi possível conferir duas estréias, e mais três peças, formando um programa de cinco composições com estéticas bastante distintas. Foram estreadas as peças “Cantiga de Rede”, uma canção para voz e piano composta por Marcelo Villena, e interpretada pelo próprio compositor (voz: baixo) e por mim ao piano; e a peça “La Fé del Durazno (A Fé do Pêssego)” do argentino, mestrando em composição da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Germán Gras, interpretada por Cuca Medina (voz: mezzo-soprano), Elisier Palhano Leme (clarinete), Thales Silva (flauta), por mim (piano) e regida por Lucas Alves. Também foram apresentadas as peças “Ressonâncias” de Cuca Medina, para voz, utilizando ressonâncias do piano, interpretada pela própria compositora; “Vítima Habitual” de Felipe Faraco, peça para piano e performance cênica, interpretada por mim ao piano; e a peça “Homenagem à Lígia” de Rogério Tavares Constante, composição para violão solo, interpretada pelo violonista Pedro Ferreira Sperb.
O evento foi filmado pela TV UFRGS e teve cobertura do programa Estação Cultura da emissora TVE.
Esta edição do Música de POA mostrou algo que observamos há anos no meio musical de Porto Alegre, mas que parece estar tendendo a uma mudança lenta e gradual: a pouca quantidade de intérpretes que executam música contemporânea e principalmente, música contemporânea do Rio Grande do Sul, e mais especificamente de Porto Alegre. O que acontece muitas vezes, é que os próprios compositores acabam tendo que executar as suas próprias peças, ou outros compositores executam peças de compositores amigos seus. Este concerto mostrou bem esta realidade, pois eu mesmo executei três das peças apresentadas na noite passada, sendo que, a princípio, ainda executaria uma quarta peça que acabou não sendo interpretada por falta de outros intérpretes. Contudo, acredito que esta realidade esteja sendo modificada no nosso cenário musical e o Música de POA está sendo um veículo eficaz para amenizar esta lacuna que observamos na música feita em nosso estado e em nossa cidade.
Alexandre Fritzen da Rocha (membro da comissão de organização do Música de POA)
Porto Alegre, 23/10/2008.
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